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Foz do Iguaçu

TJPR nega recurso e mantém julgamento de acusados pela morte de Zahará Tormos pelo Tribunal do Júri

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) negou, por unanimidade, os recursos apresentados pelas defesas de Pâmela da Silva Campos e Bruno Martini Vieira, mantendo a decisão que levou os dois acusados pela morte da modelo e influenciadora Zahara Hussein Tormos ao Tribunal do Júri.

O recurso foi julgado pela 1ª Câmara Criminal do TJPR. Os três desembargadores acompanharam o voto do relator e decidiram manter integralmente a decisão da Justiça de Foz do Iguaçu, que havia pronunciado os réus para serem julgados por um júri popular.

Os advogados José Guilherme Boaroli e Mauricio Defassi, que atuam como assistentes de acusação e representam a família de Zahara, afirmaram que a decisão era esperada. Segundo eles, o julgamento unânime reforça o entendimento de que há indícios suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados.

“A família da vítima recebeu a notícia que já era esperada. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, negou os recursos das defesas de Pâmela e Bruno, mantendo a decisão da comarca de Foz do Iguaçu que pronunciou ambos os réus ao Tribunal do Júri”, explicou o advogado José Guilherme Boaroli.

Os representantes da família destacaram que o processo ainda pode ter novos recursos. “Agora será aberto prazo para que as defesas possam recorrer aos tribunais superiores. Caso esses recursos sejam rejeitados, o processo retorna para a comarca de Foz do Iguaçu, onde seguirá o trâmite até a realização do Tribunal do Júri. A expectativa da assistência de acusação é que ambos sejam condenados pelo homicídio de Zahara”, afirmou o advogado Mauricio Defassi.

Os dois acusados permanecem presos preventivamente em unidades prisionais de Foz do Iguaçu. A expectativa da assistência de acusação é que o julgamento pelo Tribunal do Júri aconteça até o fim de 2026, embora a data ainda dependa do andamento processual e da análise de eventuais recursos.

A defesa dos acusados ainda pode recorrer aos tribunais superiores, conforme prevê a legislação brasileira.

Relembre o Caso

O desaparecimento e a morte de Zahara Hussein Tormos mobilizaram Foz do Iguaçu e tiveram grande repercussão em todo o Paraná. A estudante de 25 anos foi vista pela última vez em 24 de fevereiro de 2025, após sair da faculdade. Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança mostraram um veículo utilizado por Pâmela da Silva Campos circulando pela região. Segundo a Polícia Civil, a suspeita conseguiu uma carona com Zahara e passou a dirigir o carro da vítima.

Quatro dias depois, em 28 de fevereiro, o corpo de Zahara foi encontrado no banco traseiro do próprio Chevrolet Onix, em uma área rural da região do Remanso Grande. Ela estava com mãos e pés amarrados e havia sido morta por disparos de arma de fogo.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil reuniu diversos elementos considerados importantes para o esclarecimento do crime. Entre eles, dados da tornozeleira eletrônica usada por Pâmela, que indicariam sua presença tanto no local onde Zahara foi abordada quanto na região onde o corpo foi abandonado. Também foram encontradas impressões digitais da acusada na fita utilizada para amarrar a vítima.

Em março de 2025

Pâmela da Silva Campos e Bruno Martini Vieira foram presos preventivamente. No mês seguinte, o Ministério Público do Paraná apresentou denúncia contra o casal por homicídio qualificado e outros crimes relacionados aos fatos investigados.

Durante a fase de instrução processual, testemunhas foram ouvidas e provas periciais, imagens e dados telemáticos passaram a integrar o processo. Entre os elementos apresentados está uma mensagem recuperada pelos investigadores que, segundo a acusação, reforça a participação de Pâmela no crime.

Em dezembro de 2025

A Justiça de Foz do Iguaçu entendeu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para submeter os dois acusados ao Tribunal do Júri. A decisão foi contestada pelas defesas, mas agora foi mantida por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Com isso, o processo segue para as etapas finais antes do julgamento popular, que decidirá se Pâmela da Silva Campos e Bruno Martini Vieira são culpados ou inocentes das acusações.

Rádio Cultura Foz

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