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Paraguai

Filho de brasileiros volta para casa após 103 dias sequestrado no Paraguai

O produtor de soja Almir de Brum da Silva, de 31 anos, foi libertado nesta quinta-feira (04), após permanecer mais de três meses em cativeiro. Ele havia sido sequestrado em 21 de fevereiro pelo grupo armado EPP (Exército do Povo Paraguaio), enquanto trabalhava em sua propriedade rural na região de Curuguaty, no departamento de Canindeyú, no Paraguai.

A libertação ocorreu na área da Reserva Marinha de Cue, ainda sob a jurisdição de Curuguaty. Após ser solto, Almir entrou em contato por telefone com seu pai, Valmir de Brum, informando que estava livre. O pai se deslocou até o local e foi buscá-lo de carro.

De volta para casa, o produtor foi recebido pelos familiares e pôde reencontrar pessoas próximas após mais de 100 dias em cativeiro. Almir sentou-se no sofá ao lado da família enquanto policiais e militares acompanhavam a situação e aguardavam o momento adequado para colher seu depoimento.

Equipes da Polícia Nacional e das Forças Armadas que integram o Comando de Operações de Defesa Interna (CODI) estiveram no local para iniciar os procedimentos de investigação e ouvir o relato do produtor sobre tudo o que ocorreu desde o dia do sequestro até a libertação. As informações deverão auxiliar as autoridades na apuração do caso e na identificação das circunstâncias em que ele foi mantido em cativeiro.

O sequestro aconteceu na região de Yerutí, na Colônia Primavera, área localizada na divisa entre os departamentos de Canindeyú e Caaguazú. No local, foram encontrados panfletos e bilhetes atribuídos ao EPP e endereçados à família da vítima.

O desaparecimento foi descoberto pelo pai de Almir, Valmir de Brum. Ao perceber que o filho não atendia às ligações, ele decidiu procurá-lo na propriedade rural e encontrou a máquina agrícola que estava sendo utilizada pelo produtor com o motor ainda ligado, sem qualquer sinal do paradeiro do jovem. Até o momento, não foram fornecidos mais detalhes sobre as circunstâncias da soltura ou sobre os responsáveis ​​pelo ato, enquanto a investigação continua.

Nas redes sociais, o presidente paraguaio comemorou a liberdade do brasileiro.

Com informações: ABC Color

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