Santa Terezinha
Mistério: mesmo com três presos, delegado evita revelar motivação de assassinato de engenheiro em Santa Terezinha de Itaipu
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A morte do engenheiro Pedro Leonardo Mecking Staudt, de 41 anos, segue cercada de mistério em Santa Terezinha de Itaipu, mesmo após a prisão de três suspeitos. Em entrevista exclusiva ao programa Contra Ponto, da Rádio Cultura, o delegado Francisco Sampaio, titular da Polícia Civil no município, afirmou que ainda não pode divulgar a motivação do crime.
Segundo o delegado, os três homens presos teriam participado diretamente da execução, atuando tanto como vigilantes quanto na ação criminosa. Eles teriam monitorado a rotina da vítima por vários dias antes do assassinato, ocorrido em 27 de fevereiro, na região central da cidade, no momento em que o engenheiro saía do escritório onde trabalhava.
“As equipes começaram a trabalhar imediatamente após o crime. Tivemos uma ajuda importante da Denarc de Foz do Iguaçu, levantamos imagens de câmeras, refizemos trajetos e coletamos informações que nos levaram a pedir mandados de busca e prisão”, explicou o delegado.
As prisões ocorreram em uma operação que contou com policiais civis da Denarc em diferentes cidades da região. Os locais não foram divulgados para não comprometer o andamento das investigações.
De acordo com Sampaio, um dos presos é apontado como o autor dos disparos. “Um deles se deslocava para um país vizinho e retornava. Ele seria o principal envolvido, responsável por efetuar os tiros”, afirmou.
Apesar dos avanços, o delegado reforçou que a principal dúvida da população ainda não pode ser esclarecida. “A motivação é a grande pergunta que toda a cidade está fazendo. Neste aspecto, a investigação ainda está sob sigilo. No entanto, os suspeitos acenaram com a possibilidade de uma delação premiada, o que consideramos muito importante”, disse.
Sampaio ainda fez questão de esclarecer que esse tipo de colaboração com a Justiça não se limita a crimes específicos. “As pessoas têm a impressão de que a delação premiada se aplica apenas a crimes de colarinho branco, mas ela pode ocorrer em qualquer tipo de crime”, ressaltou.
A Polícia Civil também descartou, neste momento, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de que o crime tenha sido cometido por engano. Segundo o delegado, a vítima foi monitorada de forma estratégica.
“A vítima ficou por vários dias sendo vigiada por olheiros que se revezavam. Quando identificaram a saída dela, avisaram o atirador, que foi até o local para executar o crime”, revelou.
As investigações continuam e a polícia não descarta a participação de outros envolvidos no assassinato.
Rádio Cultura Foz
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