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Foz do Iguaçu

Dois policiais militares são alvo de operação contra grupo que “resgatava” contrabando em Foz

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, a segunda fase da Operação Resgate Ilícito. A ação conta com policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de envolvimento no transporte e na comercialização de produtos eletrônicos introduzidos irregularmente no Brasil.

Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais e outras diligências investigativas. As apurações também buscam esclarecer possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação teve início após apreensões realizadas entre 2024 e 2025, quando foram interceptadas cargas ilícitas avaliadas em aproximadamente R$ 20 milhões. Entre os produtos estavam smartphones sem documentação fiscal e cigarros eletrônicos cuja comercialização é proibida no Brasil.

Investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro e participação de agentes públicos

De acordo com a Polícia Federal, no decorrer das investigações, foram identificados indícios de uma estrutura criminosa voltada à ocultação e à dissimulação de patrimônio. Segundo os levantamentos, o grupo teria utilizado empresas, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

A análise dos materiais reunidos após a primeira fase da operação também apontou indícios da possível participação de agentes públicos na proteção dos interesses da organização criminosa.

Dois dos investigados são policiais militares, e mandados de busca foram cumpridos em seus endereços residenciais. A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

A primeira fase da Operação Resgate Ilícito foi deflagrada em novembro de 2025. Nesta segunda etapa, a Polícia Federal busca consolidar as provas reunidas, identificar os envolvidos na estrutura investigada, rastrear bens supostamente adquiridos com recursos ilícitos e promover a responsabilização criminal dos envolvidos, caso as suspeitas sejam comprovadas.

Por que a operação recebeu esse nome?

O nome Operação Resgate Ilícito faz referência à forma como o grupo investigado supostamente justificava suas atividades. Conforme a Polícia Federal, os integrantes utilizavam o argumento de que estariam recuperando cargas roubadas.

Entretanto, as investigações indicaram que as mercadorias recuperadas seriam, na realidade, produtos contrabandeados que haviam sido subtraídos por outros criminosos.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e aprofundar a apuração dos fatos.

Catve.com

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