Paraná
Operação Pythia! Justiça procura líder de quadrilha em Cascavel ligada ao PCC por tráfico interestadual
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ismaelboschi
A Justiça tenta localizar um dos principais chefes de uma quadrilha de tráfico de drogas, desmontada pela Polícia Federal na Operação Pythia. O grupo, que vivia em Cascavel, mas enviava drogas para São Paulo, é acusado de movimentar toneladas de entorpecentes e usar a venda de carros para “lavar” o dinheiro do crime.
Como não foi encontrado em nenhum endereço conhecido, o acusado J.P.G.R., de 41 anos, agora é formalmente procurado pela Justiça para responder ao processo. A investigação mostra que o bando funcionava como uma “empresa do crime”, com muito dinheiro e armas pesadas.
O “Patrão” do esquema
De acordo com a acusação do Ministério Público, J.P.G.R. era quem mandava na parte financeira. Era ele quem decidia o preço da droga, autorizava os pagamentos e bancava toda a viagem da mercadoria, pagando os motoristas e os “batedores” (carros que vão na frente para avisar da polícia). Ele era o principal financiador, o homem que colocava o dinheiro para o negócio girar.
Casas de luxo e oficina como fachada
O bando era organizado e tinha funções bem divididas. As ordens saíam de lugares confortáveis em Cascavel: uma casa no Bairro Country e um apartamento no Centro, onde moravam outros dois líderes, M.F. de O. (42 anos) e E.F.A. (41 anos). Esses locais eram usados como escritórios para reuniões e para combinar as vendas.
Além disso, o grupo usava uma oficina mecânica no Bairro Floresta para esconder a droga. Em uma das batidas policiais, foram encontrados lá dentro mais de 166 kg de cocaína e 36 kg de maconha, além de balanças para pesagem.
Ligação com o PCC e armas de guerra
A polícia descobriu que os criminosos de Cascavel eram parceiros da facção PCC, de São Paulo. Eles mandavam a droga daqui para dois contatos na capital paulista, A.T. da S. (43 anos) e A.W.A. (35 anos), que cuidavam da revenda por lá.
Para proteger a mercadoria milionária e enfrentar rivais ou a polícia, o grupo tinha um verdadeiro arsenal, com fuzis, metralhadoras e pistolas. No total, a polícia estima que o bando tenha traficado cerca de 6 mil quilos de drogas (entre cocaína e maconha) nos últimos anos.
Escondendo o dinheiro
Para fazer o dinheiro do tráfico parecer “limpo”, o grupo usava um esquema de compra e venda de veículos. Um dos acusados, C.A. de O. (35 anos), usava uma loja de carros para movimentar a grana. Ele aceitava carros como pagamento pelas drogas e entregava dinheiro vivo para que o bando comprasse mais entorpecentes.
O que acontece agora?
O processo corre na 4ª Vara Criminal de Cascavel. Enquanto a Justiça tenta localizar J.P.G.R., os outros envolvidos já estão respondendo à acusação. Se forem condenados, as penas pelos crimes de tráfico de drogas, bando armado e lavagem de dinheiro podem passar de 20 anos de cadeia.
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