Paraná
PF desmonta esquema criminoso ligado ao contrabando na região Oeste do Paraná
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (9) as operações Sicarius I e Sicarius II, resultado de uma ampla investigação conduzida a partir do Paraná contra uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar em diversos estados do país.
A ação ocorre em conjunto com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal. Segundo a PF, o grupo é investigado por crimes de contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal de Guaíra e apontaram que a organização possuía uma estrutura complexa, com divisão de funções entre seus integrantes, utilização de empresas de fachada e mecanismos para ocultação de patrimônio e movimentação financeira.
No Paraná, os mandados são cumpridos nos municípios de:
Além do Paraná, a operação também ocorre em cidades de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.
Ao todo, a Justiça Federal de Guaíra expediu:
Segundo a Polícia Federal, além da responsabilização criminal dos envolvidos, a operação busca interromper o fluxo financeiro da organização e recuperar valores obtidos por meio das atividades ilícitas. Também foram autorizadas medidas de cooperação internacional para identificar pessoas, empresas e patrimônios eventualmente mantidos no exterior.
O nome das operações faz referência a um dos codinomes utilizados pelo líder da organização criminosa investigada.
Em conjunto com a Polícia Federal, os auditores da Receita Federal analisaram movimentações bancárias e fiscais que apontaram a atuação de um doleiro responsável por movimentar mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024. Segundo as investigações, ele utilizava contas em nome de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com o contrabando de cigarros e agrotóxicos. Apenas em suas contas pessoais, o investigado teria movimentado mais de R$ 114 milhões no período. A Justiça Federal também determinou a abertura de procedimentos fiscais em empresas que receberam recursos ligados ao esquema, além do cancelamento de CPFs e CNPJs utilizados para dar aparência de legalidade às operações financeiras da organização.
Catve.com
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