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Contra o tráfico: Denarc do RS prende 22 pessoas em quatro estados e Portugal; Polícia Civil de SMI deu apoio

Duas facções são alvo, nesta quarta-feira, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil. A ofensiva ocorre simultaneamente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em São Paulo. Um traficante em Portugal também é investigado. Até o momento, 22 pessoas foram presas.

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A chamada ‘Operação Squadrone’ conta com 100 policiais gaúchos e mais 90 agentes dos outros três estados. Eles cumprem 31 mandados de prisão, 40 ordens de busca e 26 bloqueios de contas bancárias.

O diretor geral do Denarc, delegado Carlos Wendt, destaca que a ação tem o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Através da integração entre a Polícia Civil dos quatro estados e, principalmente, o apoio logístico fornecido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, foi possível realizar a operação à nível nacional”, afirmou.

No estado gaúcho, as diligências ocorrem em Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Triunfo, Sapucaia do Sul e Rio Grande.

A ação em Santa Catarina cumpre mandados em Balneário Arroio do Silva, Balneário Rincão, Balneário Camboriú, Criciúma, Içara, Itajaí, itapema, Joinville, Navegantes, Penha e Tubarão.

Outras ordens judiciais são executadas em Foz do Iguaçu e Miguel do Iguaçu, no Paraná, além de Ribeirão Preto e Itaquaquecetuba, em São Paulo.

A investigação começou há quinze meses, quando foram detidos um homem catarinense e uma adolescente, do Paraná. Na ocasião, eles foram flagrados enquanto vendiam crack no bairro Intercap, em Porto Alegre.

Após a detenção do casal, apurações revelaram a existência de uma associação criminosa entre duas facções, que negociavam a venda de armas e drogas. Um dos grupos atua em Santa Catarina. A outra é uma facção gaúcha que tem base no Vale do Sinos.

De acordo com o delegado Rafael Liedtke, um dos alvos da ofensiva era responsável pela conexão entre as duas facções. “Os traficantes gaúchos e catarinenses realizavam vultosas negociações com entorpecentes, principalmente cocaína e crack”, disse.

Ainda segundo o delegado, no intervalo de 15 dias, os criminosos movimentaram mais de R$ 5 milhões com a venda de drogas. O dinheiro era destinado para contas de empresas de fachada, localizadas no Paraná e em São Paulo, e também para uma casa de câmbio, em Santa Catarina.

Um dos principais investigados é um traficante português naturalizado brasileiro, que cumpre pena em Portugal. Ele fazia a comercialização de drogas em seu perfil nas redes sociais, e, com os lucros obtidos com a mercancia das drogas, sustentava verdadeira vida de luxo.

Outro investigado cumpre pena Penitenciária Estadual De Rio Grande. Mesmo preso, ele negociava a venda da droga conhecida como supermaconha ou “skunk”.

O diretor de investigações do Denarc, delegado Alencar Carraro, enfatiza que o departamento desenvolve continuamente investigações envolvendo as principais facções criminosas que atuam no RS e que são responsáveis pela pratica de crimes graves, como os homicídios. “A sociedade gaúcha pode ter a certeza de que os criminosos que se dizem organizados serão combatidos arduamente, sendo empregados todos os recursos disponíveis”, afirmou.

As informações são da Polícia Civil com Correrio do Povo Marcel Horowitz

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