O Tribunal do Júri de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, absolveu Claudomiro Silva Lima Junior das acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver no caso envolvendo a morte do primo, Kauan dos Reis de Lima. O julgamento foi concluído na madrugada desta quinta-feira (20/08).
A sessão teve início na manhã de quarta-feira (19/08), por volta das 9h, e estendeu-se por mais de 16 horas.
O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, reconheceu a materialidade dos crimes — confirmando que o homicídio e a ocultação de cadáver de fato ocorreram. Contudo, os jurados negaram a autoria delitiva atribuída a Claudomiro, o que resultou na absolvição de todas as acusações.
Diante do veredito, a Justiça julgou improcedente a denúncia do Ministério Público e determinou a expedição do alvará de soltura para o réu, que estava detido desde maio de 2025.
Processo e sustentação
O caso corria sob segredo de justiça e apurava as circunstâncias do desaparecimento e da morte de Kauan, de 19 anos, ocorrida em 2024. A vítima havia sido vista com vida pela última vez ao sair do trabalho para negociar a compra de um veículo, e o corpo foi localizado posteriormente no Lago de Itaipu.
Durante o julgamento, foram ouvidas 12 testemunhas antes do interrogatório do réu. A tese da defesa concentrou-se na alegação de ausência de provas diretas de autoria e falhas na fase de investigação.
Em declaração após o encerramento da sessão, o advogado Cleber Lins analisou a decisão do tribunal:
“A defesa desde o início apontou os erros da investigação e demonstrou que esse caso foi mal conduzido. O povo de São Miguel emitiu um recado: os inocentes não merecem nenhum tipo de condenação. Esse homem estava preso há 1 ano e 3 meses sem nenhum elemento de prova. A justiça aconteceu”, afirmou.
Fonte: Costa Oeste News
