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Oficial da PM de Rondônia é preso com medicamentos irregulares avaliados em até R$ 400 mil na Ponte da Amizade

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal resultou na prisão em flagrante de um tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia na tarde desse sábado (02), na Aduana da Ponte Internacional da Amizade. O oficial, identificado como David Machado de Alencar, foi flagrado transportando uma grande quantidade de medicamentos irregulares, incluindo canetas emagrecedoras, cuja carga pode chegar a R$ 400 mil.

A abordagem ocorreu durante fiscalização de rotina, quando servidores da Alfândega interceptaram um veículo brasileiro de turismo. Durante a vistoria, os agentes localizaram os produtos escondidos em duas malas de viagem e uma mochila. Entre os itens apreendidos estavam dezenas de unidades de substâncias utilizadas para emagrecimento, como Tirzec, Tg, Lipoless e Retatrutida, além de peptídeos e diluentes. Inicialmente, a Receita Federal estimou o valor da carga em cerca de R$ 260 mil, podendo ser reajustado após perícia técnica.

Segundo os fiscais, o passageiro não informou sua profissão e apresentou apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele alegou que havia adquirido os medicamentos no exterior para uso familiar. No entanto, diante da quantidade e das características dos produtos, a Polícia Federal foi acionada e confirmou a prática de crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da importação e comercialização de medicamentos irregulares ou potencialmente perigosos.

Após a prisão, o tenente-coronel foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Em seguida, ele chegou a ser levado ao 14º Batalhão da Polícia Militar, mas, devido à falta de vagas, acabou transferido para um alojamento no Quartel do Corpo de Bombeiros, no Posto Maracanã, onde permaneceu sob custódia.

Ainda na noite de sábado, a defesa do oficial ingressou com pedido de liberdade provisória na Justiça Federal. A juíza federal Valkiria Kelen de Souza homologou a prisão, mas concedeu a soltura mediante pagamento de fiança no valor de R$ 30 mil, considerando que o crime não envolveu violência ou grave ameaça e que não havia indícios de risco à instrução criminal ou de fuga.

Na decisão, a magistrada destacou que a legislação brasileira prevê a liberdade provisória quando ausentes os requisitos para prisão preventiva, reforçando que a prisão antes do julgamento deve ser exceção. O oficial também deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos do processo e não mudar de endereço sem autorização judicial. A nossa produção não conseguiu contato com a defesa do militar.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

Rádio Cultura Foz

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