O Paraná confirmou o primeiro caso de Mpox em 2026, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (25). No Brasil, foram contabilizados 88 casos da doença neste ano. São Paulo lidera as ocorrências, com 62 registros, seguido do Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Até o momento, predominam quadros leves a moderados, sem óbitos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o caso confirmado no Paraná é de um homem residente no Paraguai, que buscou atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu. A notificação ocorreu há mais de um mês, e o paciente foi monitorado pela Vigilância em Saúde, que descartou a transmissão para familiares ou outros contatos próximos.
Em 2025, o país registrou 1.079 casos e dois óbitos por Mpox, também segundo o Ministério da Saúde. A doença viral é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfadenopatia, calafrios, fadiga e erupções cutâneas que costumam iniciar no rosto e se espalhar pelo corpo.
O diagnóstico é laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético, com amostras encaminhadas aos laboratórios de referência pelos Lacens estaduais. A enfermidade, inicialmente conhecida como varíola do macaco, não é transmitida por macacos, conforme esclarece a Sociedade Brasileira de Primatologia.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “o paciente é um homem de 33 anos, residente no Paraguai, com histórico de viagem ao Rio de Janeiro, que procurou atendimento na rede municipal em janeiro de 2026 após apresentar sintomas.
Diante da suspeita clínica, foram adotados os protocolos do Ministério da Saúde, com coleta de exames, orientação para isolamento domiciliar e tratamento para os sintomas. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN-PR), e o caso foi classificado pela Vigilância Epidemiológica como importado.
O paciente foi monitorado durante o período recomendado, está bem e fora da fase de transmissão. A Secretaria reforça que pessoas com sintomas suspeitos devem procurar uma unidade de saúde para avaliação”.
Rádio Cultura Foz
