O Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra a mãe do adolescente de 15 anos apontado como principal suspeito de um ataque que deixou duas pessoas mortas e outras três gravemente feridas.
A ocorrência foi registrada na última sexta-feira (17), em uma loja de conveniência da cidade. Após o crime, policiais militares realizaram uma revista na residência da família.
No local foram apreendidos dois cartuchos intactos de calibre .38, um carretel com aproximadamente 500 metros de cordel detonante, material explosivo de uso industrial, além de seis antenas de bloqueador de sinal de radiofrequência, conhecido como “jammer”. O equipamento, segundo o MP, tem alta potência e pode interromper comunicações móveis e o rastreamento de veículos.
Também foram localizadas cinco gramas de maconha e uma unidade de ecstasy.
O adolescente se apresentou nesta segunda-feira (20) e está apreendido. Durante o depoimento, ele entregou à Polícia Civil a arma que, segundo as investigações, teria sido utilizada no crime.
Conforme a polícia, o jovem afirmou que o ataque teria sido motivado por vingança pela morte do irmão, registrada em 2024. O alvo seria uma mulher de 40 anos, que foi atingida pelos disparos e permanece internada.
Mãe é acusada de omissão
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a mulher teria deixado de cumprir o dever legal de cuidado, proteção e vigilância relacionado ao poder familiar.
Conforme as investigações, a mãe teria tomado conhecimento de que o filho mantinha escondidos na residência materiais considerados de alto potencial lesivo. Mesmo ciente da situação e dos riscos, ela teria permitido que os objetos permanecessem no local e não teria adotado medidas para impedir a prática de atividades ilícitas ou comunicado o caso às autoridades.
A mulher foi denunciada por omissão pelos crimes de posse irregular de munição de uso permitido, posse ilegal de artefato explosivo e desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicação.
Além das penas previstas para os crimes, o Ministério Público também pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 40 mil por danos morais coletivos.

