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Foz do Iguaçu

Bad trip: “Levo como aprendizado”, diz jovem que usou LSD no Réveillon em Foz do Iguaçu

O crescente uso de substâncias psicoativas entre adolescentes e jovens por todo o mundo é uma das grandes preocupações enunciadas pela agência de drogas da Organização das Nações Unidas (ONU).

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No último relatório divulgado pela agência, concluiu-se que há uma conexão entre o uso de substâncias ilícitas como o álcool e tabaco e o consumo de substâncias ilícitas psicoativas como a maconha, drogas sintéticas e cocaína.

Segundo a pesquisa, o uso de álcool e cigarro entre os adolescentes e jovens frequentemente precede a utilização de outras drogas.

O consumo de substâncias psicoativas tem um enorme impacto físico, emocional e social nos jovens entre os 15 e os 24 anos. Através da pesquisa percebeu-se que os jovens são o grupo mais “vulnerável ao uso habitual de drogas”.

Jovem de Cascavel não recomenda

Uma jovem de 25 anos, moradora de Cascavel, passou por uma situação complicada ao tomar um LSD junto com os amigos durante a festa de Réveillon em Foz do Iguaçu.

O LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico) é uma substância, fabricada em laboratório, bastante semelhante às presentes em um fungo denominado Claviceps pupurea. O LSD é um alucinógeno, ou seja, é uma substância capaz de alterar a percepção daquele que faz seu uso. Essa alteração faz com que o usuário seja capaz de ver, sentir e ouvir coisas que não são reais.

Entre os principais efeitos, podemos citar: ampliação na capacidade de perceber cores e alterações na recepção de sons. Pode ocorrer, também, a chamada sinestesia, em que informações sensoriais misturam-se, sendo possível, por exemplo, ouvir uma cor. Além disso, a droga causa alterações na percepção de tempo e espaço.

Em razão dessas sensações, a droga passou a ser usada principalmente em locais como shows e festas, que, supostamente, tornam-se mais “divertidos” e “diferentes”. É importante frisar, no entanto, que os efeitos variam de pessoa para pessoa e têm relação direta com as doses utilizadas e com o estado emocional do usuário.

Apesar de algumas sensações experimentadas serem agradáveis para alguns usuários, é comum a ocorrência das chamadas bad trips (viagem ruim’ em inglês). Esse quadro provoca ansiedade, pânico e delírios que podem gerar graves consequências, uma vez que a pessoa perde a capacidade de diferenciar o que é real do que não é.

Depois da ‘bad trip‘ levo como aprendizado

Foi o que aconteceu com a jovem de Cascavel que teve uma bad trip após usar a substância psicoativa. A jovem que preferiu não se identificar, disse que apenas gostaria de ter o depoimento publicado para alertar outras pessoas sobre o perigo da droga.

Ela contou que um amigo comprou a droga com uma pessoa que estava vendendo na festa, quando recebeu, colocou o “papel” de baixo da língua e foi dançar. Pouco depois ela olhou para um conhecido e disse que estava passando mal e na sequência foi levada para a enfermaria.

“Sofri muito, tive alucinações e medo o tempo todo, eu corria, desmaiei, tive crises. Sorte que meus amigos cuidaram de mim o tempo todo. Depois que passou o efeito e fiquei bem, levo isso como aprendizado”, contou.

Comercialização e consumo do LSD no Brasil

O consumo de LSD é proibido no Brasil, sendo vedada a comercialização e distribuição da droga, mas assim como outras drogas ilícitas, é vendido de maneira ilegal. O LSD é utilizado, geralmente, via oral, sendo a forma mais comum a introdução de um pequeno pedaço de papel impregnado com LSD na região sublingual.

Vale salientar que estudos afirmam que normalmente o LSD não causa dependência ou sintomas de abstinência. O principal problema do uso está relacionado com a perturbação psíquica que a droga provoca. Essa perturbação pode fazer com que o indivíduo vivencie, por exemplo, crises de pânico e não seja capaz de diferenciar a realidade da fantasia.

Com isso, o usuário da droga pode se expor a situações perigosas, muitas delas, fatais. Há relatos, por exemplo, de pessoas que saltaram de prédios e que se perderam após tentar fugir de uma ameaça que não existia. Além de colocar a própria vida em risco, o indivíduo sob o efeito do LSD pode causar danos a outras pessoas, uma vez que pode desenvolver comportamentos violentos e agressivos.

O LSD já foi comercializado pela indústria farmacêutica como uma forma de ajudar no tratamento de ansiedade, alcoolismo e psicose. Entretanto, seu uso indiscriminado fez com que a droga fosse impedida de ser vendida. Atualmente, a substância não é utilizada no tratamento de nenhuma doença, porém estudos estão sendo realizados para avaliar suas potencialidades.

CGN com informações: Mundo Educação; Brasil Escola/ Foto Ilustrativa.

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